Méliuz (CASH3): 600 Bitcoins no balanço, R$ 227 milhões em ativos digitais — e lucro líquido negativo de R$ 1,1 milhão em 2025
Esse é o paradoxo da Méliuz hoje. A operação melhora. O caixa virou tese cripto. E o mercado ainda tenta decidir se CASH3 é fintech, small cap em turnaround ou proxy...

Esse é o paradoxo da Méliuz hoje.
A operação melhora. O caixa virou tese cripto. E o mercado ainda tenta decidir se CASH3 é fintech, small cap em turnaround ou proxy de Bitcoin na B3.
A análise a seguir foi gerada pela base de dados do Sentinelus.ai, um agente de IA que monitora 2.300 fontes de conteúdo de finanças e influencers. Saiba mais no final do post.
O Problema Maior: A Méliuz Virou Duas Empresas Ao Mesmo Tempo
A Méliuz enfrenta três tensões ao mesmo tempo.
Primeiro, a operação entregou sinais reais de melhora. A receita líquida chegou a R$ 460,2 milhões em 2025, alta de 26%. A margem EBITDA atingiu 20,2%, puxada pelo Shopping Brasil.
Segundo, o lucro contábil foi engolido pela tese de Bitcoin. Um impairment de R$ 57,1 milhões no BTC levou o resultado líquido para prejuízo de R$ 1,1 milhão no ano — e R$ 32,9 milhões no 4T25.
Terceiro, a parceria com o banco BV tem prazo. O contrato segue por mais 18 meses, mas não será renovado. Para uma empresa que ainda reorganiza sua base de monetização, isso pesa.
Acesse o documento da Méliuz na CVM sobre os resultados de 2025
Leia a cobertura do Money Times sobre o impacto do Bitcoin no 4T25
A TESE QUE FEZ O MERCADO OLHAR DE NOVO O lado otimista é simples. E incomum.
A Méliuz acumulou 600 Bitcoins. A posição foi estimada em R$ 227 milhões. A ação subia 15% no ano quando o mercado passou a enxergar CASH3 como uma das poucas formas listadas na B3 de se expor indiretamente ao BTC.
Não parou aí.
A empresa avançou em recompra, retirou 4,98 milhões de ações de circulação e alcançou 54,6% do programa. Segundo a cobertura do Money Times e do Análise de Ações, isso elevou o Bitcoin Yield Ajustado para 4,38%.
É uma tese diferente: menos cashback puro, mais tesouraria ativa, recompras e alavancagem operacional.
Leia a cobertura do Investidor 10 sobre a Méliuz como tesouraria de Bitcoin
Veja a atualização sobre recompra e Bitcoin Yield
O Btg Entrou Mais Fundo — e Isso Mudou O Tom
O dado mais recente veio pelo portalsmallcaps: o BTG Pactual elevou sua fatia na Méliuz para 15,09%.
Esse número importa porque CASH3 não é uma blue chip líquida com consenso óbvio. Quando um player desse porte aumenta participação numa small cap em turnaround, o mercado lê como sinal. Não como garantia.
Como sinal.
O movimento reforça a narrativa de que há capital institucional disposto a olhar além do prejuízo contábil. A aposta é que a empresa conseguiu preservar eficiência operacional enquanto monta uma tese financeira em cima de Bitcoin.
Veja o post do portalsmallcaps sobre o aumento de participação do BTG
Veja também a leitura de diegokolling sobre recompra e foco em Bitcoin
O Balanço Melhorou. A Qualidade do Lucro Ainda É A Discussão
A leitura positiva dos números apareceu forte na FinTwit.
IsraelSalmen destacou EBITDA ajustado anual de R$ 93 milhões. diegokolling apontou avanço operacional de 32% na receita. gabrieldjunq viu valor no papel abaixo de 1x EV/EBITDA.
Na outra ponta, o mercado tradicional olhou para o prejuízo. E para o impairment.
O Portal Acionista, via portalacionista, reportou lucro líquido ajustado de R$ 18,8 milhões no 4T25. Mas o ajuste só existe porque o efeito do Bitcoin é removido da conta. Esse é o nó.
A operação parece melhor. O lucro ajustado parece defensável. Mas o resultado contábil continua exposto ao ativo mais volátil do balanço.
Veja a leitura de IsraelSalmen sobre os números operacionais
Veja o post do portalacionista sobre lucro líquido ajustado
O Risco que Não Cabe No Discurso de Turnaround
A tese contrária também tem dados.
O canal About Money apontou vendas sistemáticas de ações por insiders ao longo do último ano. A leitura é dura: controladores e executivos vendendo enquanto a empresa tenta vender ao mercado uma narrativa de virada.
Além disso, a governança entrou no radar. Em assembleia, a Méliuz aprovou as contas de 2025 e fixou o teto da remuneração global dos administradores para 2026 em R$ 19,24 milhões. O Conselho Fiscal foi ratificado por acionistas que somavam 24,14% do capital.
Nada disso invalida a tese operacional.
Mas adiciona fricção.
Small cap em turnaround precisa de confiança. Quando insiders vendem, remuneração vira pauta e o lucro depende de ajuste contábil, o desconto de mercado ganha argumento.
Ouça o alerta do About Money sobre insiders em CASH3
Acesse a ata da assembleia da Méliuz
O Gráfico Virou Um Referendo Sobre O Bitcoin
A análise técnica também está dividida.
Stormer tratou Méliuz como proxy de Bitcoin e chamou a empresa de uma espécie de treasury company. Mas o alerta foi claro: o papel enfrentava resistência e não era caso de perseguir o rali.
A Sinerji_GLOBAL encerrou posição em Méliuz com lucro de 4,79%, vendendo a R$ 4,16. Movimento técnico. Sem tese estrutural contra a companhia. Mas com uma mensagem objetiva: realizou, saiu.
André Moraes foi mais cauteloso. Citou CASH3 como exemplo de tendência de baixa, com topos e fundos descendentes, e descartou exposição ao papel naquele momento.
Ou seja: o fundamento tenta construir narrativa. O gráfico cobra confirmação.
Ouça Stormer sobre CASH3 como proxy de Bitcoin
Veja o encerramento de posição da Sinerji_GLOBAL
O Veredicto que O Mercado Ainda Não Fechou
CASH3 acumula alta de 15% no ano — na leitura otimista, porque a Méliuz virou uma tese rara de Bitcoin, recompra e melhora operacional dentro da B3. Na leitura pessimista, porque o mercado está pagando por uma narrativa de tesouraria antes de resolver lucro, governança e recorrência.
A empresa tem receita crescendo 26%, margem EBITDA de 20,2%, 600 Bitcoins no balanço e BTG Pactual com 15,09% de participação. Também tem prejuízo contábil, impairment de R$ 57,1 milhões, parceria financeira com prazo de 18 meses e questionamentos sobre insiders. Não é uma ação barata. Não é uma ação cara. É uma ação que exige entender se a Méliuz ainda é uma fintech de cashback — ou se o mercado aceitou pagar por uma tesouraria de Bitcoin com operação acoplada.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de compra ou venda.
Esta análise foi gerada pelo Sentinelus.ai
O Sentinelus é uma plataforma brasileira de inteligência de mercado para investidores da B3. Um agente de IA que rastreia continuamente mais de 2.300 fontes — canais do YouTube, posts no X (FinTwit), documentos de RI, comunicados da CVM e mais de 800 portais de notícias financeiras, enquanto você dorme.
Sobre esta análise
Esta análise foi gerada pelo Sentinelus.ai. O Sentinelus é uma plataforma brasileira de inteligência de mercado para investidores da B3. Um agente de IA rastreia continuamente mais de 2.300 fontes, incluindo canais do YouTube, posts no X, documentos de RI, comunicados da CVM e mais de 800 portais de notícias financeiras.
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